PostHeaderIcon Clodomir de Souza e Silva

Filho de Eugênio José da Silva e D. Argemira de S. Pedro e Silva, nasceu no Aracaju a 20 de fevereiro de 1892. Estudou preparatórios no “Ateneu Sergipe”, estabelecimento que deixou de freqüentar no quinto ano, depois da reforma Rivadávia” que estabeleceu os exames vestibulares nas escolas superiores. Não descendendo de pais abastados cedo teve de enfrentar as duras realidades da luta pela vida Norteou a sua atividade para as caixas tipográficas e daí passou ao jornalismo a que se consagrou. Ao mesmo tempo que tirava da vida de imprensa os recursos necessários à sua subsistência recorria também ao magistério particular para, lecionando português e outras matérias cujos conhecimentos ia adquirindo, suprir a escassez dos proventos que lhe dava a imprensa.

A 4 de novembro de 1916 foi nomeado redator secretário do jornal oficial do Estado “O Estado de Sergipe”, cabendo-lhe, neste caráter, ocupar interinamente o lugar de diretor por espaço de um ano. A 30 de março de 1918 foi nomeado professor adjunto da cadeira de português do Ateneu Sergipense, sendo depois designado para ter exercício na Escola de Comércio “Conselheiro Orlando”, quando foi criado o referido estabelecimento, onde leciona atualmente (1924). Foi um dos fundadores do “O Necydalus”, de que foi diretor e redator do “Correio de Aracaju”, de 1911 a 1918. Redigiu em Aracaju diversos periódicos literários e humorísticos, entre os quais, O Tagarela, A Rua, A Trombeta, O Espião, Vida Sergipana, Helianto e A Semana. Tem usado na imprensa os pseudônimos Essiele e João das Cubas. É um do redatores do Sergipe Jornal, diretor da A Folha e quartanista da Faculdade de Direito do Recite. Nomeado em dezembro de 1920 membro substituto do Conselho Superior do Ensino deixou de tomar posse para não perder o mandato de deputado que exercia, eleito para a legislatura de 1920 a 1922. Este mandato de deputado lhe foi renovado para a legislatura de 1923 a 1925. No primeiro ano da legislatura de 1920 a 1922 foi eleito segundo secretário da mesa.

Escreveu:
– Notas à margem. No “Correio de Aracaju”, de 1 de novembro de 1916.
– Poente de legenda. No mesmo jornal de 24 de dezembro de 1916.
– A Legenda Cristã. No mesmo jornal de 5 de abril de 1917.
– Discurso pronunciado no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe no dia 3 de maio de 1917. No “Estado de Sergipe” de 5 do mesmo mês.
– Discurso pronunciado em Laranjeiras na inauguração da praça “Marcolino Ezequiel”, a 7 de outubro de 1917. No “Correio de Aracaju”, de 9 do referido mês.
– Mudança da Capital: conferência feita no salão da Biblioteca Pública do Estado por iniciativa do Centro Cívico Amintas Jorge a 17 de março de 1918. No “Estado de Sergipe” de 20 a 22 do mesmo mês.
– Vida do Mato. No “Correio de Aracaju”, de 5 de maio de 1918.
– Jesus, Maria, José. No mesmo jornal de 8 do referido mês.
– Senador Pereira Lobo. Ainda no mesmo Jornal, de 24 de julho de 1918.
– Alocução proferida no enterro de Péricles Muniz Barreto. No “Diário da Manhã” de 17 de outubro de 1918.
– Discurso pronunciado na sessão cívica realizada no da palacete Assembléia Legislativa do Estado a 28 de novembro de 1918. No “Estado de Sergipe” de 1º de dezembro seguinte. Saiu também no “Correio de Aracaju” do mesmo dia.
– Natal. No “Estado de Sergipe” de 25 do mesmo mês.
– Meu sertão. No “Correio de Aracaju”, de 11 de janeiro de 1919.
– Discurso pronunciado na sessão da Assembléia Legislativa do Estado, de 31 de dezembro de 1919. No “Diário Oficial” de 1º de janeiro de 1920. Saiu anteriormente no “Correio de Aracaju”.
– Às Vezes – Notas do Rio. No “Correio de Aracaju”, de 22 de agosto de 1920.
– O verdadeiro nacionalismo. No mesmo Jornal de 19 de setembro do mesmo ano. Transcrito do “Jornal da Noite” de Santos.
– Álbum de Sergipe, 1820-1920. S. Paulo, 1920. 328 págs. in. 4º gr. Seção de obras do “O Estado de São Paulo”.
– Aracaju. No “Correio de Aracaju”, de 17 de março de 1921.
– O invôco (costumes de Sergipe): conferência lida na festa das normalistas pobres, levada a efeito pela Diretoria da Caixa Escolar Theresa Lobo em 14 de agosto de 1921. No “Sergipe Jornal” de 18 a 23 do mesmo mês.
– No frigi dos óvo (costumes de Sergipe): conferência feita em favor dos alunos pobres da Escola Complementar prestigiada pela Caixa Escolar “Alencar Cardoso” em 18 de junho de 1922. No “Correio de Aracaju”, de 22 a 28 do mesmo mês.
– Discurso proferido na sessão da Assembléia Legislativa do Estado de 13 de julho de 1922. No mesmo jornal de 14 do mesmo mês.
– Quem nom dá pa fubá: conferência lida no salão da Biblioteca Pública a 22 de julho de 1922 em favor do “Clube Esportivo Feminino”. No mesmo jornal de 29 e 31 do mesmo mês.
– Carro da pancada: página regional lida no sarau literário e recreativo do Clube Esportivo Feminino em 14 de abril de 1923. No “Sergipe Jornal” de 16 e 17 do mesmo mês.
– Decadência de capacidade: No mesmo jornal de 2 de maio do mesmo ano.
– A Cotinguiba. Idem de 4 a 14 de maio de 1923.
– Discurso proferido em nome do povo na noite de 27 de julho de 1923 em homenagem aos aviadores navais. No “Diário Oficial” do dia seguinte.
– Discurso proferido a 5 de agosto de 1923 ao ser inaugurada a ponte de desembarque na vila de Santo Amaro. Idem do dia seguinte.
– Genipapo de moleta: página regional lida na festa literária em prol da estátua do Cristo Redentor, efetuada em 23 de setembro de 1923 no salão da Biblioteca Pública. No “Sergipe Jornal” .
– Minha gente (Costumes de Sergipe): página de versos regionais lida em favor do clube Esportivo Feminino, na festa de 1 de dezembro de 1923. No “Sergipe Jornal”, de 4 a 10 do mesmo mês.

►Data de morte: 10 de Agosto de 1932, em Aracaju (SE). 

 

FONTE:

GUARANA, Armindo.Diccionario Bio-Bibliographico Sergipano: Rio de Janeiro, 1925.

Esta obra poderá ser encontrada na Biblioteca Ephifânio Dorea - Aracaju-Se.

 
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