PostHeaderIcon José da Trindade Prado, Barão de Propriá

Filho do capitão-mor José da Trindade Pimentel e D. Mariana Francisca de Menezes, nasceu na antiga freguesia de Santo Amaro das Brotas no ano de 1804 e faleceu a 25 de junho de 1875 no seu engenho Várzea Grande, hoje usina “Santa Clara”, tendo sido sepultado no cemitério da Capela. Atingia a fase da adolescência exatamente na época em que o Brasil se preparava para entrar no convívio das nações livres. Arrastado pelos impulsos patrióticos do seu coração, abraçou a causa santa da pátria, disposto a sacrificar-se pela mais nobre aspiração de seus filhos – a independência da terra de Santa Cruz. Tendo sido dos primeiros a apresentar-se na Organização do corpo de Voluntários d’Aclamação em Sergipe, foi nomeado pelo General Pedro Labatut, capitão da 3ª Companhia, em atenção a seu zelo e préstimo, abonados por sua conduta, probidade e limpeza de mãos, acrescendo a isto o considerável dispêndio de sua algibeira em fornecer à tropa do Exército pacificador quartéis e todos os mais utensílios na ocasião de sua marcha pelos limites de Sergipe para os da Bahia.

Afeiçoando-se à vida militar, assentou praça voluntariamente no extinto Batalhão número 26 de Caçadores em 29 de janeiro de 1823 no posto de capitão em comissão mediante o donativo de dois contos de réis em dinheiros entregue à Caixa Militar, confirmado no mesmo por decreto de 4 de agosto de 1825. Em 15 de fevereiro de 1827 marchou para as campanhas do Sul e de volta a 22 de maio de 1829 continuou a Prestar serviços na Corte e na província, onde, além de exercer efetivamente o lugar de instrutor geral da G. N., contribuiu para o restabelecimento da ordem e tranqüilidade pública, alteradas pela revolução começada em novembro de 1836. Por decreto de 2 de dezembro de 1839 foi reformado no posto de major. Regressando à província, dedicou-se à lavoura e às lutas absorventes da política, assumindo dentro de pouco tempo a posição de chefe de um dos partidos. Na história da imprensa sergipana figura como o introdutor de uma tipografia em 1841, na qual se imprimiram em Laranjeiras os periódicos de feição partidária sob as denominações “O Triunfo” (sic) “Pedro Segundo”, “Guarani” e “O Telégrafo” (1844-1848). Representante do seu partido na Assembléia Provincial em sete biênios, presidiu por diversas vezes os trabalhos legislativos; e como vice-presidente da província, esteve no governo pela quinta vez sem jamais afastar-se dos seus princípios de moderação e justiça.

Espírito pouco iluminado pela luz da ciência, mas cidadão honrado e de raro senso prático, o seu máximo empenho na administração sempre foi zelar os dinheiros públicos, dando-lhes a mais escrupulosa aplicação. Mediante a observância desse programa de severa economia, conseguiu acumular nos cofres da Tesouraria regulares reservas para garantia das necessidades mais urgentes. Coronel, comandante superior de vários municípios do norte de Sergipe, oficial e comendador da Ordem da Rosa, cavalheiro e comendador da de Cristo, foi por decreto de 14 de março de 1860 agraciado com o título nobiliárquico de Barão de Propriá. Acrescem ao número dessas honrarias as de membro da Diretoria do extinto Imperial Instituto Sergipano de Agricultura e de sócio benemérito do Gabinete Literário Sergipano, também extinto. Escreveu: – Relatório apresentado pelo terceiro Vice-Presidente desta Província, Comendador..., por ocasião de passar a administração da mesma Província ao Primeiro Vice-Presidente Barão de Maruim, no dia 25 de setembro de 1855. No “Correio Sergipense” de 3 de outubro seguinte. – Relatório com que foi entregue a administração da província de Sergipe no dia 5 de agosto de 1857 ao Ilmo. e Exmo. Dr. João Dabney de Avellar Brotero pelo Exmo. Comandante. Superior..., 3º Vice-Presidente desta Província. Sergipe, 1857, 30 págs. in. 4º. Tip. Provincial. Publicado integralmente no “Correio Sergipense” de 12 de agosto a 3 de outubro do mesmo ano. – Exposição feita à Assembléia Geral dos Acionistas da Associação Sergipense em sessão de 15 de dezembro de 1857 pela Diretoria da mesma Associação. Traz também assinatura do Diretor Francisco de Sá Souto Maior.

No “Correio Sergipense” de 30 de janeiro de 1858. – Relatório com que o Exmo. Sr. Vice-Presidente... passou a administração da província de Sergipe ao Exmo. Sr. Presidente, Dr. Evaristo Ferreira da Veiga, no dia 27 de novembro de 1868. Aracaju, 1868, 49 págs, in. 8º gr. Tip. do “Jornal de Sergipe”. – Relatório com que o 1º Vice-Presidente, passou a administração da Província de Sergipe no dia 7 de novembro de 1869 ao 2º Vice-Presidente o Exmo. Sr. Dr. Dionísio Rodrigues Dantas. Aracaju, 1869, 25 págs. in. 8º gr. Tip. do “Jornal do Aracaju”. – Relatório com que o Exmo. Sr. 1º Vice-Presidente da Província de Sergipe passou a administração ao Exmo. Sr. Dr. Luiz Álvares de Azevedo Macedo, Presidente da mesma Província, no dia 17 de fevereiro de 1872. Aracaju, 1872, 15 págs. in. 8º. Tip. do Jornal do Aracaju.  

 

FONTE:

GUARANA, Armindo.Diccionario Bio-Bibliographico Sergipano: Rio de Janeiro, 1925.

Esta obra poderá ser encontrada na Biblioteca Ephifânio Dorea - Aracaju-Se.

 
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