PostHeaderIcon João Gomes Ribeiro

 

Filho do Major João Gomes Ribeiro e D. Miquilina Ribeiro, nasceu a 29 de fevereiro de 1840 em Laranjeiras e faleceu em Maceió a 26 de outubro de 1897. Tendo recebido o grau de Bacharel na Faculdade de Direito do Recife a 27 de novembro de 1862, iniciou-se na vida pública como promotor da comarca do Lagarto, nomeado a 9 de outubro de 1863, removido depois para a de Itabaiana a 27 de outubro de 1865 e dessa para a de Laranjeiras a 29 de janeiro de 1866, de cujo cargo foi exonerado a 17 de março seguinte, por ter sido nomeado por Dec. de 29 de janeiro do mesmo ano juiz municipal dos termos reunidos de Pão de Açúcar e Mata Grande, em Alagoas, de que pediu demissão em 1868. Em Maceió foi lente substituto do Liceu em 1869, promotor público, delegado de polícia, lente de filosofia do Liceu em 1881, aposentado em 1892; diretor da Instrução Pública em 1890, advogado da Intendência Municipal e membro da comissão do orçamento do Estado no governo do Coronel Pedro Paulino da Fonseca. O Governo Provisório da República nomeou-o em 11 de outubro de 1890 Governador do Estado do Rio Grande do Norte, onde fez curta administração por ter-se incompatibilizado desde logo com os diretores da política local. De idéias ultrademocráticas, desligou-se em 1872 dos antigos correligionários políticos, para arvorar o pavilhão da República, pela qual se bateu com ardor na Imprensa e na tribuna, até vê-la triunfante em 1889. Fácil em apaixonar-se pelas causas generosas, não se quedou indiferente ate a momentosa questão social, que precedeu a proclamação da república, agitando profundamente o país inteiro. O lutador incansável não receou os ódios dos escravagistas; constituiu-se abolicionista intransigente, sempre na vanguarda dos combatentes, restando o forte concurso da sua palavra e da sua pena pela conquista da liberdade dos cativos. Na imprensa alagoana salientou-se como jornalista fecundo e de estilo primoroso; orador eloqüente e ilustrado, não foram poucos os louros colhidos na tribuna judiciária, como advogado, e na tribuna das conferências públicas.

Pertenceu a várias sociedades científicas e populares e era sócio efetivo e orador do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano. Os últimos anos de sua operosa existência foram cheios de fundas tristezas e indizíveis sofrimentos. Uma cegueira incurável roubou-lhe totalmente a vista e para cúmulo de suas infelicidades alguns anos depois, em 1893, foi fulminado por uma congestão cerebral, que o tornou quase de todo paralítico.

Escreveu:

– O novo regimento de custas judiciárias, ilustrado de notas e dois apêndices. Rio de Janeiro, 1876, 100 págs. in. 8º. Os apêndices contêm vários avisos, jurisprudência dos Tribunais, opiniões de jurisconsultos, crítica de alguns artigos, etc.

Fundou e redigiu:

– A República: órgão da democracia. Maceió, 1872. Publicação às quintas-feiras e domingos. Tip. do Liberal.

– O século: diário do comércio, da lavoura e da indústria. Maceió, 1877, Tip. Mercantil. Foi um dos redatores da

– Gutenberg: órgão da Associação Tipográfica Alagoana de Socorros Mútuos. Maceió, 1881-1891. Publicado uma vez por semana e depois diariamente. O primeiro número saiu a 8 de janeiro daquele ano. Posteriormente tornou-se órgão do centro republicano federal de Alagoas e órgão oficial do governo do Estado.

– Gazeta de Alagoas: órgão do partido constitucional. Maceió, 1892. Publicação diária. O primeiro número saiu a 28 de janeiro.

 

FONTE:
GUARANA, Armindo.Diccionario Bio-Bibliographico Sergipano: Rio de Janeiro, 1925.
Esta obra poderá ser encontrada na Biblioteca Ephifânio Dorea - Aracaju-Se.

Última atualização (Sex, 08 de Fevereiro de 2013 07:59)

 
Parceiros

Clientes

Pessoas On-line
Nós temos 33 visitantes online
Newsletter