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Inácio Joaquim Barbosa

História do nome:

Segundo seus biógrafos, o nome do registro de batismo é Inácio Joaquim Barbosa Filho [ou Júnior], o que se pode afirmar portanto a denominação do seu genitor, cuja mãe se chamava Rosa Francisca Barbosa. Nasceu Inácio no dia 10 de outubro de 1823, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império brasileiro. Descendente de família fluminense bem conceituada, sendo seu pai proprietário avultado de bens raiz. Cresceu em ambiente fausto, onde as dificuldades financeiras nunca se fizeram presentes. Passou a infância com seus avós na Corte, na cidade do Rio de Janeiro, onde cursou as primeiras letras e fez os estudos secundários. No início da década de 1840, seguiu para São Paulo, em cuja Academia de Direito ingressou, tendo concluído a graduação em 1844. Após completar o bacharelado em Direito, dedicou-se à magistratura. Quando aprovado em concurso, foi nomeado Juiz Municipal do Termo de Paraíba do Sul, na Província do Rio de Janeiro, no ano de 1486. Em seguida, foi nomeado pelo Imperador para o cargo de Secretário de Governo da Província do Ceará. Em 1849, casou-se o Dr. Inácio Joaquim Barbosa com Maria Gouveia, e desse enlace nasceram Maria Guilhermina (1849) e Maria Joana (1850). Nesse mesmo ano, foi residir no Rio de Janeiro em virtude de sua nomeação como 1° Oficial da Secretara da Fazenda, e ainda acumulou o cargo de Juiz Municipal da Corte. Sua brilhante atuação no judiciário abriu-lhe as portas também para o Poder Executivo. Foi nomeado, por Carta Imperial de 7 de outubro de 1853, Presidente da Província do Estado de Sergipe. Ao vislumbrar o desenvolvimento do povo sergipano, fundou a Associação Sergipense com o propósito de tornar agradável a Barra do Rio Continguiba (nessa época, o trecho do Rio Sergipe que margeia Aracaju e adjacências era chamado Rio Cotinguiba). Essa foi uma das primeiras providências que norteariam os trâmites para a mudança da capital de São Cristóvão para as “Praias do Aracaju”. A navegabilidade dessa Bacia Hidrográfica foi o passo decisivo para viabilizar-se a instalação de um Porto Marítimo, infra-estrutura imprescindível para incrementar o comércio e melhorar as finanças do Estado. Seu trabalho teve o reconhecimento da mais alta cúpula do Império.

 

Dentre os títulos nobiliárquicos que recebeu, destacam-se: Cavalheiro da Ordem da Rosa e Oficial da Ordem da Rosa, em 1854. A “Inóspita praia do Aracaju” recebia lentamente sinais de progresso advindo com a navegabilidade de suas águas. Mesmo no comando da velha capital, São Cristóvão, Inácio Barbosa já pensava em edificar uma cidade, fato este consumado por força do Decreto de n° 413, de 17 de março de 1855. A histórica propositura foi subscrita e aprovada pela Assembléia Provincial de então. Inácio Barbosa e seus aliados políticos, dentre eles João Gomes de Melo, o Barão de Maruim, enfrentaram muitos obstáculos na construção de uma cidade em uma região desprovida de saneamento. O ambiente bastante vulnerável às endemias não permitiu que o fundador de Aracaju presenciasse sua evolução urbana.

 

Com o organismo bastante debilitado em decorrência das febres intermitentes, Inácio Barbosa retirou-se para a cidade de Estância, onde faleceu em 6 de outubro de 1855, sendo sepultado na Igreja Matriz de Nossa Senhora Guadalupe. Mais tarde, as autoridades de Aracaju, por uma questão de justiça, realizaram movimento para que viessem ficar em Aracaju os “fragmentos de lembrança” do seu fundador.

 

Assim é que, em 19 de fevereiro de 1858, sob o patrocínio das finanças públicas, na administração do Governo de Dr. João Dabney de Avelar Brotero, foi edificado um túmulo anexo à Igreja de São Salvador, onde foram depositados os restos mortais do Dr. Inácio Joaquim Barbosa. Anos depois, foram retirados para o Jardim da Praça José de Faro (atrás da Assembléia Legislativa), ocasião em que foi construído um obelisco. Em 29 de janeiro de 1917, o monumento foi retirado em cumprimento da Lei n° 695, de 9 de janeiro de 1915 e, finalmente, foi o Monumento transferido para a atual localidade, na avenida Ivo do Prado, nas proximidades do IATE Clube de Aracaju, em cumprimento à Lei n° 33, de 1951.

 

Bibliografia e Fonte: ALMEIDA, Aurélio Vasconcelos de. Esboço Biográfico de Inácio Barbosa. Aracaju/FUNCAJU/Sercore, 2002. Volumes I e II.

BARRETO, Luiz Antônio. Pequeno Dicionário Prático de Nomes e Denominações de Aracaju. Aracaju: ITBEC/BANESE, 2002, p.60.

 

Justiça do Projeto que deu origem à citada lei.

 

 

FONTE:
GUARANA, Armindo.Diccionario Bio-Bibliographico Sergipano: Rio de Janeiro, 1925.
Esta obra poderá ser encontrada na Biblioteca Ephifânio Dorea - Aracaju-Se.

 
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