PostHeaderIcon Sílvio Romero, Bacharel

Filho do português André Ramos Romero e D. Maria Vasconcelos da Silveira Ramos Romero, nasceu na vila, hoje cidade do Lagarto a 21 de abril de 1851, e faleceu no Rio de Janeiro a 18 de julho de 1914, às seis hora, da tarde. Usando o nome do Sílvio Vasconcelos da Silveira Ramos, estudou preparatórios no Rio de Janeiro de 1865 a 1867, no antigo colégio “Ateneu Fluminense”, dirigido pelo Monsenhor Antonio Pereira dos Reis, e direito na Faculdade do Recife, onde recebeu o grau de bacharel a 12 de novembro de 1873. A 24 de janeiro de 1874 foi nomeado promotor público da cidade da Estância, cargo de que foi exonerado, a pedido, a 8 de fevereiro do ano seguinte. Em 1875 requereu defesa de tese na Faculdade de Direito do Recife, a fim de receber o grau de doutor; mas, no momento em que ia sustentá-la, teve aceso debate com um dos lentes sobre a metafísica, discussão em que perdera a necessária calma, azedando-se os ânimos, em conseqüência de que foi suspenso o ato.

Submetido a processo por crime de injúrias dirigidas ao referido lente, teve depois plena absolvição. Nomeado juiz municipal e de órfãos do termo de Parati, província do Rio de Janeiro, por decreto de 31 de agosto de 1876, exerceu essa judicatura até 1879, quando foi exonerado, a pedido, por decreto de 23 de julho do referido ano. Transferiu depois sua residência para o Rio de Janeiro e ali obteve por concurso a cadeira de filosofia do Colégio Pedro II, hoje Ginásio Nacional, no ano de 1880, sendo, entre oito concorrentes, classificado em 1º lugar, apresentando a seguinte tese: “Interpretação filosófica dos fatos históricos”. Em conseqüência de reforma posterior passou a reger a cadeira de lógica do mesmo estabelecimento. Por decreto de 8 de outubro de 1908 foi transferido dessa cadeira para a de igual disciplina no Externato do mencionado Colégio, decreto que foi declarado sem efeito por outro de 7 de abril de 1909. Regeu então a cadeira de lógica do “Internato” até sua jubilação por decreto de 2 de junho de 1910. Foi um dos fundadores e lente de Filosofia de Direito da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e sócio fundador da Academia Brasileira de Letras. No governo de Campos Sales foi deputado provincial e federal por Sergipe. Quando em exercício do último mandato coube-lhe ser escolhido relator da Comissão dos 21, do Código Civil. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Baiana de Letras, da Academia Pernambucana de Letras, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo e do Centro Comercial do Porto, sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas, do Grêmio Literário de Campinas e de outras muitas sociedades de Ciências e letras tanto do país como do estrangeiro. Representou o Brasil em várias conferências européias e foi em 1904 agraciado pelo Rei D. Carlos de Portugal com a comenda de S. Tiago.
Na extensa lista de suas obras, prima, como a de maior merecimento, a “História da Literatura Brasileira”. Foi um dos maiores intelectuais brasileiros. Sua obra, trabalhada durante muitos anos, é de um brasileirismo sem jaça. Dele disse uma vez Tobias Barreto, “ser o martelo das mediocridades”. Isso na fase do seu início. Mas, logo em seguida, do crítico da nossa literatura emergiu o historiador do pensamento nacional, documentando essa fase a sua referida “História da Literatura Brasileira”.


Depois, por natural desdobramento, ao crítico literário seguiu-se o crítico social que nos deu o “Brasil Social”, não concluído, mas cuja intuição patenteou-a ele em vários estudos que a respeito produziu. Criou, pois, entre nós, a crítica antropológica, e foi o aplicador da crítica social consoante os ensinamentos da escola de Le Play à gênese e evolução do povo brasileiro. Na sua qualidade de folclorista e primeiro etnografista nacional, deve ser reputado o chefe do naturalismo crítico do país, o cultor do evolucionismo integral de Spencer, onde a doutrina da evolução, que geralmente se prende a Darwin, estabelece de modo de finitivo a unidade das forças físicas, do pensamento e do mundo exterior, a equipolência gradativa, uniforme, do objetivo e do subjetivo, do phenomenon e do naumenon. Para ele o átomo ou átomos, a molécula ou moléculas em que se concentram em nós o pensamento e todas as atividades psíquicas, é ou são diferentes dos demais átomos ou moléculas esparsas pelo cosmos; suas relações são outras, outras sua energia e sua marcha evolucional, Cada uma dessas unidades é um foco de ação, de energia individual e nativa.

Regem-se todas em sentido geral pelas leis de mecânica universal; mas têm vida e atividade próprias. Tal é em substância a concepção tecno-mecanicista abraçada e desenvolvida pelo ilustre polígrafo contemporâneo. Ninguém neste país mais credor dos nossos elogios. Ninguém que tenha sido mais benemérito das letras brasileiras, onde raros possuem o seu extraordinário senso de execução sempre perfeito e acabado.
Ocuparam-se deste notável pensador sergipano, entre outros, Clovis Bevilaqua, Phaelante da Câmara, Bruno (Português), Artur Orlando, José Maria Merou Augusto Franco, José Veríssimo, Oliveira Lima, Labieno (Conselheiro Lafaiete), Júlio de Matos, Bernardo Perez, Alcides Munhoz, Artur Guimarães, Clodomiro de Oliveira; Dunsche de Abranches; Samuel de Oliveira, Prado Sampaio, Fran Pacheco, Laudelino Freire, A. Teixeira Duarte e Ozório Duque Estrada. Foi diretor literário e científico com Tobias Barreto da “Revista de Estudos Livres” de Lisboa.
Começou a escrever, contando apenas 18 anos, quando freqüentava a Faculdade de Direito do Recife, redigindo:

– A Crença: periódico literário. Recife, 1870. Com Celso Magalhães. Neste órgão publicou o seu primeiro trabalho em março de 1870 sobre os “Harpejos Poéticos de Santa Helena Magno”.
– O Tempo: periódico hebdomadário, literário e noticioso, Rio de Janeiro, 1887.
– Na Estacada: panfleto quinzenal. Rio de Janeiro, 1907-1908. Com Lopes Trovão. Publicação nos dias 10 e 25 de cada mês em um fascículo de 10 páginas. Teve pouca duração. Colaborou no “Americano”, “Diário de Pernambuco”, “Movimento”, “Correio Pernambucano”; “Jornal do Recife”; “Escola e Trabalho”, onde deu publicidade (1893) uma série de artigos sob a epígrafe: “O romantismo no Brasil” que mais tarde tiveram forma mais
desenvolvida no livro “Literatura brasileira e a crítica moderna”, todos do Recife; “A Época”: revista literária e científica da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro; “O Município”: jornal diário de S. Paulo, 1895 e em muitos outros jornais e revistas. Começou a escrever contando apenas 18 anos, quando freqüentava a faculdade de Direito do Recife.

Escreveu:
– A poesia contemporânea. Recife, 1869. Estudo publicado na imprensa periódica.
– A poesia das “Espumas Flutuantes”. No “O Americano”: semanário político do Recife. Números de 27 de novembro e 11 de dezembro de 1870. Então assinava-se Sílvio da Silveira Ramos.
– Direito Marítimo. Razões justificativas do artigo 482 do Código Comercial: dissertação apresentada à Faculdade de Direito do Recife na defesa de tese para obter o grau de doutor em 1875, cuja publicação foi feita anos depois nos “Novos Estudos de Literatura Contemporânea”.
– Etnologia Selvagem. Estudo sobre a memória “Região e raças selvagens do Brasil”, do Dr. Couto de Magalhães. Recife, 1875, 46 págs. in. 8º. Traz em apêndice “O Caráter nacional e as origens do povo brasileiro”.
– A filosofia no Brasil: ensaio crítico. – Traz o título geral de “Apontamentos para a História da Literatura Brasileira no Século XIX”. Porto Alegre, 1878. 109 págs. in. 12º. Tipografia de Deutsche Zeitung.
– Cantos do fim do século (1869-1873), Rio de Janeiro, 1878, 248 págs. in. 120. Tipografia Fluminense.
– A Literatura Brasileira; suas relações com a portuguesa; o neo-realismo. Na “Revista Brasileira”, tomo II. (outubro a dezembro de 1879). Págs. 273 a 292.
– A prioridade de Pernambuco ao movimento espiritual brasileiro. Na mesma Revista e no mesmo tomo, págs. 286 a 496.
– A literatura brasileira e a crítica moderna: ensaio de generalização. Rio de Janeiro, 1880, 207 págs. in. 8º. Imprensa Industrial de João Paulo Ferreira Dias. Faz parte dos “Apontamentos para a História da Literatura Brasileira no século XIX”.
– Da Interpretação filosófica na evolução dos fatos históricos: tese para o concurso das cadeiras de filosofia do Imperial Colégio de Pedro I. Rio de Janeiro 1880, 21 págs. in. 8º. Imprensa Industrial.
– Um poeta do Norte. Na “Revista Brasileira”, tomo VIl (janeiro a março de 1881), págs. 457 a 479. Ocupa-se do Dr. Francisco Altino Corrêa de Araújo.
– Tobias Barreto de Menezes como poeta. Na mesma Revista, tomo VI (abril a junho).
– A questão do dia. A emancipação dos escravos. Na Revista Brasileira, de janeiro de 1881, tomo VII, págs. 191 a 203. Este estudo lhe trouxe acrimonioso ataque em conferência que fez o Dr. Vicente de Souza e em folhetim da “Gazeta de Notícias”, escrito por José do Patrocínio, aos quais deu logo as seguintes réplicas:
– De uma cajadada dois coelhos: série de artigos. Na “Gazetilha”, de 12 de fevereiro de 1881 em diante.
– Uma explicação ao público. Segunda repulsa aos ataques feitos ao meu caráter: série de artigos. No “O Cruzeiro” de março de 1881.
– Introdução à História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro, 1882, 251 págs. in. 8º, seguidas de pequena errata. Tipografia Nacional. Publicada anteriormente na “Revista Brasileira”, tomos VIII, IX e X, ano 3º.
– O Naturalismo em Literatura. S. Paulo, 1882.
– Cantos Populares do Brasil, acompanhados de introdução e notas comparativas por Teófilo Braga. Lisboa, 1883. 2 vols. 286-239 págs. in. 12º. Nova Livraria Internacional – Editora. Impresso na Tip. A. J. da Silva Teixeira. Tem segunda edição melhorada, Rio de Janeiro, 1887, XX-378-V págs. in. 12º. Livraria Clássica de Alves & Comp. Impresso na Tip. Confiança.
– Ensaios de crítica parlamentar. Rio de Janeiro 1883, 187 págs. in. 8º. Editores Moreira Maximino & Cia. Fazem parte dos “Apontamentos para a História da Literatura Brasileira no Século XIX”. São artigos publicados em 1879 no “Repórter”, do Rio de Janeiro, sob o pseudônimo de Fenerback apreciando o valor de alguns dos nossos estadistas e homens políticos. Nas preliminares e na conclusão faz uma espécie de síntese dos seus trabalhos de crítica parlamentar.
– Últimos Harpejos: versos. Porto Alegre, 1883. Este livro está dividido em três partes: I. Poema das Américas; II. Lira Sergipana; III. Páginas Avulsas. Algumas das suas poesias saíram publicadas na “Revista Brasileira”, nomeadamente: Poema das Américas, no tomo IV, “Os palmares” no tomo X e a “Lira Sergipana”.
– Lucros e perdas: crônica mensal dos acontecimentos. Rio de Janeiro, 1883. O 1º número caiu em junho, em colaboração com Araripe Junior.
– Teorias Históricas e escolas literárias. Na Revista de Estudos Livres, de Lisboa, 1º ano, págs. 201 a 212, e no “O Horizonte”, de Laranjeiras, de 4, 11, 18 e 25 de junho de 1886.
– Réquiem. Dramor e Carolina von Koseritz. No “O Guarani”, de Aracaju, de 20 de dezembro de 1888.
– Oradores sagrados – poesia religiosa e patriótica. Na Revista de Estudos Livres, de Lisboa, segundo ano, 1884, págs. 38 a 44, 129 a 133, 181 a 185, 235 a 244. Transcritos em 1888 no “O Laranjeirense”.
– Valentim de Magalhães. Estudo crítico. Rio de Janeiro, 1884.
– Estudos de literatura contemporânea: páginas de crítica. Rio de Janeiro, 1885, 291 págs. in. 12º. Tip. Universal de Laemmert & Cia.
– Contos populares do Brasil, com um estudo preliminar e notas comparativas por Teófilo Braga. Lisboa, 1885, 235 págs. in. 12º. Nova Livraria Internacional – Editora. Impressos na Tip. de A. J. da Silva Teixeira, Porto. Tem segunda edição consideravelmente aumentada precedida da denominação geral de “Folclore brasileiro” Rio de Janeiro, 1897, XVIII-199-III págs. in. 12º. Livraria Clássica de Alves & Comp. Tip. “Confiança”.
– Uma esperteza. Os Cantos e Contos populares do Brasil e o Sr. Teófilo Braga. Protesto. Rio de Janeiro, 1887, 166 págs. in. 12º. Tip. da Escola – de Serafim José Alves.
– Sobre o Visconde de S. Leopoldo. No “O Laranjeirense”, de Laranjeiras, de 22 de maio e 5 e 12 de junho de 1887.
– Estudos sobre a poesia popular no Brasil (1879-1880). Rio de Janeiro, 1888, 365 págs. in. 12º. Tip. Laemmert & Cia. Foram publicados antes na “Revista Brasileira”, tomos 1º e 5º e fazem parte das “Contribuições para o estudo do folclore brasileiro”.
– Funções do cérebro por Domingos Guedes Cabral. No “O Laranjeirense”, de Laranjeiras, de 2 e 23 de setembro de 1888.
– Etnografia brasileira: estudos críticos sobre Couto de Magalhães, Barbosa Rodrigues, Teófilo Braga e Ladislau Neto. Rio de Janeiro, 1888, 159 págs. in 8º. Livraria clássica de Alves & Cia. Tip. de G. Leuzinger & Filhos. É o IV volume da série “Apontamentos para a História da Literatura Brasileira no século XIX”.
– História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro, 1888, 2 vols. com 1486 págs. de numeração seguida, in. 8º gr. Tem segunda edição de 1902-1903. Paris. Editor H. Garnier. – É sua obra prima, o fruto mais precioso do seu talento. Dela disse Laudelino Freire no seu livro
“Próceres da crítica”, ser no gênero a mais importante obra nacional. Confirmando este juízo sustenta Gilberto Amado ser ela a maior contribuição que ainda tivemos para compreensão do problema brasileiro em toda a sua complexidade. Foi o mais entusiasta admirador de Tobias Barreto, cujos talentos nunca cessou de apregoar em todos os tons.
– A Filosofia e o ensino secundário. Rio de Janeiro, 1889, 25 págs. Transcrito no “O Estado de Sergipe” de Aracaju a começar de 21 de junho de 1899.
– As três formas principais da organização republicana. Laranjeiras, 1889, 26 págs Tip. do “O Republicano”.
– Movimento espiritual do Brasil no ano de 1888. (Retrospecto literário e científico). No “O Republicano”, de Laranjeiras de 24 de fevereiro de 1889. Não prosseguiu.
– Aos eleitores do 1º distrito da província de Sergipe. No mesmo jornal de 28 de julho do mesmo ano. Saiu depois em opúsculo.
– A Liga antibancária ou o imperialismo econômico. No “Diário de Notícias”, do Rio de Janeiro, de 31 de janeiro, 1, 2, 4, 5 e 11 de fevereiro de 1890.
– Ensino cívico. A história do Brasil ensinada pela biografia de seus heróis, com um prefácio e um vocabulário de João Ribeiro. Rio de Janeiro, 1890, in. 8º. Tem mais quatro edições, sendo a última de 1897. Rio de Janeiro, 125 págs. in. 8º.
– Provocações e debates: artigos políticos. No “Diário de Notícias” do Rio de Janeiro de 1890-1891.
– Excerto da História da Literatura Brasileira, relativo à imigração e ao futuro da raça portuguesa no Brasil. Rio de Janeiro, 1891, in. 12º.
– Luiz Murat: estudo. Rio de Janeiro, 1891, 57 págs. in. 18 gr. Tip. de G. Leuzinger & Filhos.
– Política de Sergipe. Ad. perpetuam rei memoriam Sr. Coronel Vicente Ribeiro. No “Estado de Sergipe” de Aracaju, de 23 de julho de 1891.
– Parlamentarismo c presidencialismo na República Brasileira. (Cartas ao Conselheiro Rui Barbosa). Rio de Janeiro, 1893, 152 págs. in. 12º. Companhia Impressora.
– Doutrina contra doutrina. O evolucionismo e o positivismo no Brasil. Rio de Janeiro, 1894. É uma grande parte de artigos publicados no “Jornal do Comércio” do Rio de Janeiro, em 1892 com o mesmo título. Saiu segunda edição. Rio de Janeiro, 1895, VIII-291 págs. in. 12º.
– Ensaios de filosofia do direito. Rio de Janeiro, 1895, 307 págs. in. 12º. Cunha & Irmãos, Editores. Companhia Impressora. Fecha este livro um apêndice por Gumercindo Bessa em que se estuda o que é direito, conforme as diversas escolas filosóficas. Tem 2ª
edição inteiramente refundida e posta de acordo com o programa da Faculdade. Rio de Janeiro, 1908, 317 págs. in. 12º.
– A verdade sobre o caso de Sergipe. (Com uma introdução por Martinho Garcez). Rio de Janeiro, 1895, 97 págs. in. 8º. Casa Monte Alverne.
– O Vampiro do Vasa-Barris (Intermezzo jornalístico em resposta ao vigário Olímpio Campos). Complemento ao opúsculo A Verdade sobre o caso de Sergipe. Rio de Janeiro, 1895, 57 págs. in. 8º. Companhia Impressora.
– Machado de Assis. Estudo comparativo de Literatura Brasileira. Rio de Janeiro, 1897, 347 págs. in. 12º. Laemmert & Cia. Editores. Impresso pela Companhia Tipográfica do Brasil.
– Novos estudos de literatura contemporânea. Paris, 1898, 305 págs. in. 8º peq.
– Parnaso Sergipano. Aracaju, 1899-1904. 2 vols. com 472 págs. de numeração seguida. in. 8º. Tip. do “O Estado de Sergipe”.
– A Literatura. 1500-1900: memória publicada no “Livro do Centenário”, 1º vol., em comemoração ao 4º Centenário do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro, 1900, 125 págs. in. 8º gr. Imprensa Nacional.
– Martins Pena. Ensaio crítico com um estudo de Artur Orlando sobre o autor da “História da Literatura Brasileira”. Porto, 1901, 193 págs. in. 12º. Livraria Chardron. Imprensa Moderna do Porto.
– Ensaios de sociologia e literatura. Rio de Janeiro, 1901, 295 págs. in. 12º. H. Garnier, Livreiro editor. Impresso na Tip. H. Garnier de Paris.
– Críticas e discussões: série de artigos. Na “Gazeta de Notícias”, do Rio de Janeiro a começar de 12 de junho de 1901.
– O elemento português na colonização do Brasil: conferência feita no Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro a 20 de maio de 1902 e publicada no “Jornal do Comércio” do Rio de Janeiro, de 14 de agosto seguinte. Editado depois em opúsculo com o título simplificado de “O Elemento Português no Brasil” pela “Mala da Europa”. Lisboa, 1902, 62 págs. in. 12º. Tip. da Companhia Nacional Editora.
– Discurso pronunciado na sessão solene realizada no “Parque Fluminense” a 25 de agosto de 1903 em comemoração ao centenário do Duque de Caxias. Foi publicado em resumo no “Jornal do Comércio”, de 27 e 28 do mesmo mês. Posteriormente foi publicado no opúsculo sob o título Integridade do Brasil. Rio de Janeiro, 1904. Ed. Laemmert.
– Pinheiro Chagas: conferência realizada no Teatro Recreio Dramático do Rio de Janeiro, a 5 de setembro de 1904. Lisboa, 1904. 19 págs. in. 8º pq. Tip. da “A Editora”. O produto desta edição foi generosamente cedido pelo autor a favor do projetado monumento à memória de Pinheiro Chagas.
– Passe recibo: opúsculo prefaciado pelo conhecido escritor mineiro Augusto Franco. Belo Horizonte, 1904. É uma réplica dirigida a Teófilo Braga.
– O Duque de Caxias e a integridade do Brasil. Rio de Janeiro, 1904.
– Discursos. Porto, 1904, 316 págs. in. 8º pq. Livraria Chardron de Lelo & Irmão.
– Outros estudos de literatura contemporânea. Lisboa, 1905, 235 págs. in. 12º. Tip. da “A Editora”.
– Evolução do lirismo brasileiro. Recife, 1905, 201 págs. in. 12º. Tip de J. E.
Edelbrock, antiga casa Laemmert.
– Evolução da literatura brasileira. (Vista sintética). Com uma biografia do autor por
Dunshee de Abranches. Campanha, 1905, 150 págs. in. 16º. Tip. de “A Campanha”;
– O meio físico brasileiro como fator social. (Vista de conjunto) No “Jornal do Comércio” do Rio de Janeiro de 20 de setembro de 1906.
– Compêndio de História da Literatura Brasileira. De colaboração com João Ribeiro. Rio de Janeiro, 1906. LXX-495-VIII págs. in. 8º peq. Tip. da Livraria “Francisco Alves. É uma condensação de anteriores trabalhos acerca das letras nacionais, como declaram os próprios autores no princípio da obra, na qual fazem uma resenha do nosso desenvolvimento literário desde o século XVI, e a crítica das produções dos principais vultos da literatura brasileira.
– O alemanismo no sul do Brasil, seus perigos e meios de os combater. Rio de Janeiro, 1906, 72 págs. in. 12º. Tip. Heitor Ribeiro & Cia.
– Discurso proferido a 18 de dezembro de 1906 na recepção solene do acadêmico Euclides da Cunha, eleito membro da Academia Brasileira de Letras na vaga do Dr. Valentim de Magalhães. No “Jornal do Comércio” e no “Correio da Manhã” do dia seguinte. Saiu depois em folheto. Porto, 1907, 51 págs. in. 8º. Oficinas do Comércio do Porto.
– O Brasil social. Na “Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro”, tomo LXIX, de 1906, págs. 105 a 179. São os primeiros capítulos dessa obra.
– A pátria portuguesa. O território e a raça. Apreciação do livro de igual título de Teófilo Braga. Lisboa, 1907, 520 págs. Livraria Clássica Editora.
– América Latina. Análise do livro de igual título do Sr. Manoel Bonfim. Porto, 1907, 361 págs. Livraria Chardron.
– Através da vida. Vesta por D. Amélia Bevilaqua. No “Jornal do Comércio”, de 20 de outubro de 1908.
– Zeverissimações inetas da crítica. (Repulsas e desabafos) 1ª série. Porto, 1909, 183 págs. in. 12º. Oficinas do Comércio do Porto.
– Da crítica e sua exata definição. Segunda edição melhorada. Rio de Janeiro, 1909, 34 págs. in. 8º. Imprensa Nacional. Saiu primeiramente na “Revista Americana”, do Rio de Janeiro, tomo I, 1909, págs. 131 a 160. Este trabalho foi dedicado à memória do Augusto Franco.
– Evolução da Literatura Brasileira. Na Revista Americana, do Rio de Janeiro, tomo I, 1910, págs. 5 a 36.
– Quadro sintético da Evolução dos gêneros na Literatura Brasileira. Porto, 1911, 80 págs. in. 12º. Livraria Chardron de Lelo & Irmão, editores. Edição portuguesa com o retrato do autor.
– Da natureza dos cargos públicos nas democracias modernas. No “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, de 9, 15 e 26 de dezembro de 1911.
– Estudos sociais. O Brasil na primeira década do século XX, formando um só volume com os “Problemas brasileiros de: Artur Guimarães. Lisboa, 1911, págs. 1 a 132 in. 8º peq. Edição da Mala da Europa. Tip. da “A Editora”. Tem segunda edição. Lisboa, 1912, 421 págs. in. 12º. Tip. da “Editora Limitada”.
– O que o Brasil tem o direito de esperar do Exército. No “Jornal do Comércio” do Rio de Janeiro, de 28 de dezembro de 1911.
– Paris analisado por um brasileiro: estudo crítico sobre o livro “Paris” de Nestor Victor. No mesmo jornal de 16 de janeiro de 1912.
– A bancarrota do regime federativo no Brasil. 1912.
– A Geografia da politicagem. (O Norte e Sul do Brasil), 1912, 14 págs. in. 8º. Pq.
– O castilhismo no Rio Grande do Sul. 1912.
– A luta entre Paraná e Santa Catarina. (A verdadeira solução) Na “A Época” do Rio de Janeiro, transcrito no “Diário da Manhã”, de Aracaju, de 22 de novembro de 1912.
– O Brasil social. Na “Revista Americana” do Rio de Janeiro, tomo I, segunda fase, 1912, págs. 1 a 7, 94 a 98, 244 a 252, tomo I, págs. 345 a 351, 524 a 543, tomo IV, 1913, págs. 1 a 9.
– Parecer acerca dos livros de Eça de Queiroz, por Miguel de Melo e “Janelas Abertas” por Afonso Schmidt, em virtude de incumbência da Academia Brasileira, de Letras. No “Almanaque Brasileiro Garnier” para o ano de 1914, págs. 257 a 266.
– Minhas contradições: livro de polêmica com um Prefácio de Almachio Diniz. Bahia, 1914, 204 págs. in. 12º. Livraria Catilina de Romualdo dos Santos Livreiro Editor.
– A união do Paraná e Santa Catarina. O Estado do Iguaçu; extratos de uma série de artigos publicados no jornal “A Época”, da Capital Federal em novembro de 1912. Prefácio de Artur Guimarães. Editado para distribuição gratuita. Niterói, 1916, 45 págs. in. 8º. Escola Tipográfica Salesiana. Com a publicação dos “Cantos do fim do século”, lançou as bases da poesia criticista. Desferiu no entanto notas de um lirismo forte e sadio. E, para comprová-lo, vão aqui os seus graciosos


“AMORES INFANTIS”
Entre os mimos que a vida desfolha
Da ventura que a luta descai,
Há suspiros saudosos que ficam
D’um perfume que nunca se esvai.
Como um resto de céu desnublado
Em que o riso perene flutua,
Fica n’alma um recanto estrelado
Que a inocência infantil perpetua.
São os sonhos mimosos abertos
Como se abrem nos campos as flores,
Com os mesmos orvalhos celestes
Que entesouram na rosa os olores.
Lá bem longe no seio profundo
De lembranças já meio apagadas,
Ha centelhas que brilham constantes
Entre as cinzas no peito guardadas.
Muitas vezes é a luz d’alguns olhos
Que num dia ditoso se viu
Que deixaram-nos n’alma um reflexo
Que ao depois nunca mais se extinguiu.
Mas em troca do brilho que fica
Vai-se um pouco de cismas voando
Em procura do céu... desses olhos...
Da ventura... que foge... até quando?...
Até quando?! ... Até nunca... Esta vida
Uma infância, uma só dá pra flor;
Não repete a pureza das almas,
Não repete a pureza do amor...
(Vide “Parnaso Sergipano” – Morte – 18 de julho de 1914).

 

 

FONTE:
GUARANA, Armindo.Diccionario Bio-Bibliographico Sergipano: Rio de Janeiro, 1925.
Esta obra poderá ser encontrada na Biblioteca Ephifânio Dorea - Aracaju-Se.

 
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