PostHeaderIcon José de Faro Rollemberg, Coronel

Filho dos barões de Japaratuba, nasceu em fevereiro de 1845 no engenho Murta, município da Capela, e faleceu em Maruim a 1 de outubro de 1889. De não comum inteligência, mas incompletamente cultivada, apenas, cursou alguns preparatórios no Ginásio Baiano do Doutor Abílio César Borges, depois Barão de Macaúbas, voltando dentro em pouco para a província, onde passou toda a existência, sempre
acatado e benquisto pelo seu gênio afável e comunicativo. Muito moço acompanhou o seu progenitor em uma viagem à Europa, e de volta entregou-se à vida da lavoura, enveredando ao mesmo tempo pelo, caminho da política, na qual fez brilhante carreira, tornando-se a curto espaço chefe popular e acatado até pelos próprios adversários. O seu caráter de democrata independente e desinteressado fê-lo tomar no seio do partido em fase bem crítica as mais nobres e arriscadas atitudes, ora rejeitando a sucessão no título nobiliárquico do seu progenitor, ora opondo-se resolutamente aos intentos dos chefes supremos do partido liberal, em toda a pujança de uma situação nascente, como na celebre questão de certa candidatura, que a sua dignidade repugnava aceitar.

Essas posições características da feição moral do político intransigente no terreno dos princípios e das conveniências partidárias; o seu desprendimento por tudo quanto só a si pudesse aproveitar, a cordial bonhomia e espontânea generosidade dispensadas aos mais modestos soldados do partido e as sinceras adesões à sua orientação política, fizeram aumentar dia a dia o prestígio pessoal e o extraordinário poder do chefe intemerato, em torno do qual se agrupavam confiantes e disciplinadas as falanges aguerridas dos seus correligionários. Ainda hoje o seu nome é lembrado com saudade e a sua memória venerada por quantos a conheceram, muitos dos quais dele receberam largos benefícios, como aquela centena de escravizados restituídos à liberdade um ano antes da áurea lei de 13 de maio de 1888.


A despeito de seu natural desapego pelas posições oficiais, foi em Maruim, sede do município de sua residência, delegado de polícia, presidente da Câmara Municipal e 311 comandante superior da Guarda Nacional, tendo sido também deputado provincial em mais de uma legislatura e vice-presidente da província, que administrou de 9 a 27 de julho de 1885.

Escreveu:
– Ao eleitorado do 2º distrito desta Província: circular. No “Diário do Aracaju”, de 12 de maio de 1885.
– Relatório com que o Exmo. Sr. 1º Vice-Presidente..., passou a administração desta Província ao Exmo. Sr. Presidente Dr. Benjamim A. Ferreira Bandeira em 27 de julho de 1885. Aracaju, 1885, 3 págs. in. 8º gr. Tip. do “Jornal de Sergipe”. A respeito desse digno sergipano publicou a biografia o Dr. Manuel dos Passos no Almanaque Sergipano para 1903 e posteriormente, 1914, foi publicada outra em opúsculo, pelo jornalista Costa Filho.

 

 

FONTE:
GUARANA, Armindo.Diccionario Bio-Bibliographico Sergipano: Rio de Janeiro, 1925.
Esta obra poderá ser encontrada na Biblioteca Ephifânio Dorea - Aracaju-Se.

 
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